XII Simpósio Acadêmico da Comunie reúne cristãos para refletir sobre fé e desafios acadêmicos
- Comunie

- 8 de jun.
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Nos dias 5 e 6 de junho, Fortaleza recebeu o XII Simpósio Acadêmico da Comunie, que teve como tema “A Fé Cristã e os Desafios Acadêmicos”. O evento reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais cristãos para dois dias de palestras, reflexões e diálogos sobre a vivência da fé no ambiente universitário e nos diversos espaços de produção do conhecimento.
Realizado como parte da programação especial que celebra os 10 anos da Comunie, o simpósio promoveu discussões sobre os desafios contemporâneos enfrentados pelos cristãos diante das pressões culturais, ideológicas e éticas presentes na sociedade e na academia.
Um dos momentos mais emocionantes da programação foi a homenagem póstuma ao professor Ricardo Marques, reconhecido por seu legado em defesa da fé cristã e sua contribuição para a formação de gerações de estudantes e pesquisadores.
Representando a família, sua filha, Rebeca Marques, destacou o testemunho deixado pelo pai:
“Seu amor era ainda maior que seu conhecimento. Ele foi um grande homem de Deus e hoje o é ainda mais ao lado do Senhor”, afirmou.

Entre os palestrantes, o professor Glauco Filho abordou a importância da apologética cristã a partir de 1 Pedro 3:15-16. Em sua exposição, destacou a necessidade de os cristãos conhecerem as ideologias contemporâneas para responderem com mansidão e firmeza às questões levantadas contra a fé.
Segundo o professor, argumentar faz parte da missão cristã e as universidades representam um dos maiores campos missionários da atualidade. Glauco também ressaltou a importância de desenvolver pontes de diálogo que permitam apresentar a verdade cristã de forma compreensível ao público acadêmico. Durante a palestra, utilizou exemplos bíblicos como Babel, símbolo da rebeldia humana, e Daniel, modelo de alguém que viveu na Babilônia sem se deixar corromper por ela.
Na segunda palestra, o professor Marcos Pinheiro refletiu sobre João 11:16 — “Vamos também para morrermos com ele” — enfatizando a necessidade de coragem e compromisso cristão diante dos desafios da vida universitária. Em sua fala, destacou a importância do enchimento do Espírito Santo para que estudantes e professores possam influenciar positivamente os ambientes acadêmicos.
Já o professor Rui Martinho tratou do tema da guerra cultural, discutindo a influência da linguagem na formação das consciências e na construção das narrativas que moldam a sociedade contemporânea.
Encerrando a programação, a médica Mayra Pinheiro ministrou a palestra “Ciência e Fé: desafios éticos do passado e do presente”. Durante sua apresentação, ressaltou que a cosmovisão cristã deve orientar as decisões difíceis tanto na vida privada quanto na sala de aula. Também abordou temas como liberdade de consciência e a importância de que o Estado e as ideologias não se sobreponham aos princípios do Evangelho.
Para os participantes, o simpósio reforçou a relevância da integração entre fé e conhecimento. O professor Junior Freires destacou o impacto da iniciativa;
“A Comunie é um trabalho essencial na formação de todo cristão para estabelecer corretamente o diálogo com o meio acadêmico. Sempre faço questão de estar presente nos eventos e espero que ela se promova em vários segmentos.”

Com a conclusão do XII Simpósio Acadêmico, a Comunie celebrou mais um marco de sua trajetória de dez anos de atuação junto à comunidade universitária. Novas atividades comemorativas já estão sendo planejadas para o segundo semestre, com a expectativa de eventos ainda maiores e especiais.
Os interessados podem acompanhar as redes sociais da Comunie para conhecer as próximas programações e participar das iniciativas que buscam fortalecer a presença cristã no ambiente acadêmico e na sociedade.



A Comunie tem, para além de seu propósito, elucidar aos seus envolvidos, no tocante às questões críticas e sociais, que se fazem necessárias serem abordadas e compreendidas, tendo em vista o cristão em meio a elas; contudo, sem que o cristão se dilua em meio a elas, busca levar a todos os grupos de pessoas, inclusive acadêmicos e o meio científico, a curvarem-se à Verdade, que é Cristo.
Lutero destaca, em sua época, a necessidade das academias intelectuais como institutos que buscam cientifizar as coisas por meio do estudo, para sanar questões inerentes à sociedade. As academias não são lugares para o autocentrismo, muito menos para ensoberbecer-se em um ego pautado por status, mas para servir à comunidade. É por…