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Consciência e Vida: XI Simpósio da Comunie debate valores essenciais no contexto universitário

  • Foto do escritor: Comunie
    Comunie
  • 22 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Aproveitando o feriado da última quinta-feira (20), a Comunhão Universitária Evangélica (Comunie) realizou um simpósio seguido de culto de integração acadêmica, reunindo estudantes, professores e líderes cristãos para refletir sobre consciência, vida humana e liberdade religiosa. O encontro aconteceu na Capela Moriá, em Fortaleza, encerrando a programação do ano guiados pelo tema “Consciência e Vida: valores essenciais”.


A mediação do evento ficou a cargo da Dra. Camila Vasconcelos, professora da Academia Comunie, que abriu o encontro destacando o propósito do encontro:

“as discussões desse simpósio apontam para um chamado coletivo que orienta nossas escolhas éticas e decisões profissionais, sobre as quais a Palavra de Deus nos lembra: não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.”

Na palestra inicial, o mestre Eduardo Mota teve como eixo a orientação bíblica “não participem das obras infrutíferas das trevas” e abriu espaço para uma reflexão profunda sobre objeção de consciência religiosa. A explanação percorreu a tradição cristã passando por Tertuliano, pela Confissão de Augsburgo (1530) e por pensadores brasileiros como Farias Brito e Rui Barbosa, que defendiam que “as constituições não se adotam para tiranizar, mas para escudar a consciência dos povos”.


Segundo Eduardo, o cristão pode — e deve — invocar a proteção constitucional, especialmente os artigos 5º, incisos VI e VIII, ao justificar sua objeção a determinadas práticas, podendo oferecer-se a realizar serviços compensatórios quando necessário. O palestrante destacou ainda que esse processo é mais eficiente quando a igreja local do objetor possui posicionamentos formais sobre temas sensíveis, permitindo ao fiel agir com respaldo doutrinário.

No segundo momento, Dr. Ananias Vasconcelos aprofundou o debate com uma análise filosófica das disputas contemporâneas sobre o valor da vida. “Hoje vemos a vida caminhando para ser evitada. Nossa sociedade quer facilitar o aborto a qualquer custo, e nós, como cristãos, precisamos estar atentos às falácias para argumentarmos filosoficamente”, afirmou. Em sua exposição, Ananias desmontou falácias recorrentes no discurso pró-aborto e reforçou a necessidade de preparo intelectual dos cristãos.


Entre os participantes, o universitário Brendo Félix, presente pela primeira vez em um evento da Comunie, destacou a pertinência do movimento no apoio aos alunos:

“Encontros como esses são muito importantes porque iluminam a nossa compreensão, especialmente para nós, cristãos, que precisamos responder às objeções seculares presentes no ambiente acadêmico”.

Encerrando a programação do dia, a Comunie celebrou o XVIII Culto de Integração Acadêmica, sob o tema “Transmissão do Evangelho: fidelidade x sincretismo ideológico”. A explanação teve como base o texto bíblico de 2 Coríntios 4:1–2, em que o diretor da Comunie, rev. Glauco Filho, enfatizou a centralidade da obra salvadora e o compromisso com a fidelidade no testemunho cristão, alertando:


“Devemos lembrar com gratidão a obra salvífica que o Senhor fez. Somos chamados a ser mordomos fiéis da mensagem que Ele nos confiou, sem nos adaptarmos aos ambientes ideológicos em que estamos. Precisamos nos livrar do amor à nossa reputação.”

O encontro marcou o encerramento das atividades anuais da Comunie, que agora se prepara para uma programação especial no ano de 2026, quando celebra seus 10 anos de atuação como espaço de capelania universitária voltado a fortalecer cristãos dentro das faculdades e orientá-los no enfrentamento de desafios éticos, morais e intelectuais.

 
 
 

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